<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-33060738</id><updated>2011-04-21T21:08:00.062-07:00</updated><category term='Asclépio'/><category term='sentido da vida'/><category term='virtudes'/><category term='galo'/><title type='text'>Contos Eulalianos</title><subtitle type='html'>Os contos eulalianos se baseiam no princípio da literatura da Tradição Sufi, são amorais (sem "moral da história") e o aprendizado - meu e seu - se dará homeopaticamente. São contra-indicados para adultos-sem-humor, hipertensos, fenilcetonúricos, alcóolatras de 3º grau, gestantes que andam de bicicleta, timoneiros, vendedores de óculos-de-sol e entregadores de pizza constipados.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://contoseulalianos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33060738/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contoseulalianos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Künzang Yeshe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15067013890211346673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://www.eulalio.com.br/automan.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33060738.post-7035313686112193378</id><published>2007-03-07T11:11:00.000-08:00</published><updated>2007-03-07T11:16:17.196-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Asclépio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='virtudes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='galo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentido da vida'/><title type='text'>Asclépio e suas virtudes</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pUvpQvfWNek/Re8PF_H7QqI/AAAAAAAAAAM/hNjwCdGDigg/s1600-h/Gust3890.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5039263103569314466" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_pUvpQvfWNek/Re8PF_H7QqI/AAAAAAAAAAM/hNjwCdGDigg/s320/Gust3890.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Pintura: 2005 (c) Gustavo Rosa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Asclépio era um galo muito requisitado pelas carentes galináceas que dividiam com ele um tranqüilo galinheiro. Era considerado o maioral, muito embora não possamos dizer isso do único macho no meio de uma dúzia de fêmeas. Com quem ele seria comparado? Mas galos não sofrem de baixa auto-estima e por esse motivo poderemos continuar nossa história.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Asclépio não era um galo comum. De vez em quando deixava-se levar por suas elocubrações existenciais. Às vezes perguntava-se qual era o sentido da vida, além de toda aquela farta ração de primeira, da sua grande e macia cama, das 12 belas galinhas insaciáveis nenhum pouco ciumentas, do Sol que lhe aquecia a cada dia, da água fresca e da paz do lugar. Não se preocupava com contas a pagar, nem precisava nunca ir ao dentista. O preço da gasolina não lhe era motivo de tirar o sono e George W. Bush era um nome que não fazia parte de sua vida. Ainda assim perguntava-se: Qual é o sentido de tudo isso?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi aí que decidiu procurar a resposta para suas indagações. Arrumou a trouxa e sairia em busca de repostas por mais distantes que estivessem. Estava determinado em procurá-las em todos os cantos do mundo, enfrentar todos os desafios, a fome e o medo. Sabia dentro de si que o Destino não poderia ter lhe reservado apenas uma vida de reprodutor. Precisava de mais do que isso. Precisava descobrir o segredo do Universo. Despediu-se de suas amantes, subiu no telhado e saltou por cima da cerca. Seus olhos faiscavam de determinação. Seu coração era nobre e grande demais para levar uma vida no automatismo e no ciscar diário na terra. Vislumbrava a conexão com o Infinito...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi muito rápido. Antes que atingisse o chão por fora do cercado, a cadela Sofia, uma Fila Brasileira que ali rondava, apanhou-o de um só lance, abocanhando-o no pescoço, este último separando-se da cabeça rapidamente. De um lado a cabeça de Asclépio piscava os olhos rapidamente na velocidade em que suas interrogações eram derramadas pelo chão. Sofia alegremente balançava o rabo e já se punha a arrancar as penas daquele interessante brinquedo voador. As galinhas cacarejavam, os sapos coaxavam, as moscas zumbiam, as folhas balançavam ao vento e a vida se desenrolava sem constrangimento...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seria mesmo o fim de Asclépio, o galo existencialista?&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Fim da Parte I)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33060738-7035313686112193378?l=contoseulalianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contoseulalianos.blogspot.com/feeds/7035313686112193378/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33060738&amp;postID=7035313686112193378' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33060738/posts/default/7035313686112193378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33060738/posts/default/7035313686112193378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contoseulalianos.blogspot.com/2007/03/asclpio-e-suas-virtudes.html' title='Asclépio e suas virtudes'/><author><name>Künzang Yeshe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15067013890211346673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://www.eulalio.com.br/automan.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pUvpQvfWNek/Re8PF_H7QqI/AAAAAAAAAAM/hNjwCdGDigg/s72-c/Gust3890.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33060738.post-115740823254276617</id><published>2006-08-13T23:44:00.000-07:00</published><updated>2006-10-12T10:47:42.416-07:00</updated><title type='text'>A curiosidade matou o rato</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6221/1570/1600/misterio.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6221/1570/320/misterio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez, em uma pequenina cidade não muito longe daqui, um velho pizzaiolo chamado Lucello, que morava num pequeno apartamento com sua filha de 7 anos. Ficava em cima de uma pequena taverna a qual o administrava, servindo pizzas e algumas bebidas para os frequentadores do vilarejo. Sua filha, apesar de jovem, ajudava-o a preparar as massas e molhos das deliciosas pizzas que preparava nas frias noites para os famintos visitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucello trabalhava todos os dias, sem descanso. Relativamente sem descanso, poderíamos dizer, já que era comum ouví-lo sempre dizer que amava tanto o seu trabalho que não podia nem chamá-lo de trabalho. Assim, dia após dia, acordava sempre muito cedo para começar a preparar as massas, enquanto sua filha dormia um pouco mais. Lucello só saía de casa aos domingos, para comprar tomates, ervas finas e outros condimentos que utilizava no preparo das suas famosas pizzas. Era quando aproveitava para passear com sua pequena filha Júlia, que adorava quando seu pai a deixava brincar de esconde-esconde na feira com as outras crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa feita, porém, por motivo desconhecido, Lucello acordou e ainda era muito escuro. Tentou voltar a dormir mas não conseguia. Algo chamava sua atenção, até descobrir que era uma música que vinha do quarto de sua filha. Levantou-se silenciosamente e descobriu que, além dos sons de sininhos melódicos uma certa claridade também irradiava do quarto. Intrigado apressou o passo e colocou a cabeça na porta e o que viu, acreditem, arrepiou-lhe os cabelos dos pés à cabeça. Só que essa é um outra história e voltaremos a ela em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso porque no mesmo momento em que Lucello olhava estupefato pela porta do quarto da filha no meio da madrugada, um mendigo que dormia bem em frente da taverna, também acordou com a claridade vinda do quarto da menina e depois de piscar os olhos por alguns momentos deixou cair a garrafa vazia de vinho barato que dormia abraçada consigo. Como estava sentado, a garrafa caiu de uma pequena altura. Não foi suficiente para que se quebrasse, mas foi responsável por atingir a cabeça de um pequenino camundongo que roía os farelos de pão que o mendigo havia jantado. O camundongo perdeu os sentidos e ali caiu, mergulhando num coma típico de roedores, que os fazem cair de barriga pra cima e a língua pendida para o lado esquerdo, com os dentinhos frontais à mostra. Deixemos pois o mendigo boquiaberto com a luminosidade por uns instantes e acompanhemos o camundogo a qual chamaremos de Míquei, por pura falta de criatividade e claro, por naquela ocasião o pequeno roedor não estar portando devidamente sua cédula de identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Míquei havia parado há poucos metros adiante com o susto, e quando virou-se para checar se a garrafa ainda oferecia perigo pode constatar, aterrorizado, que o seu pequeno corpinho encontrava-se estatelado ao lado do mendigo boquiaberto. Ele então olhou para si mesmo e percebeu-se flutuando a certa altura do chão, coisa que não é comum em camundongos como ele. Assustou-se com a possibilidade de ter morrido, já que era pai de família - 36 filhotes - e sua esposa ainda o esperava em casa para o jantar. Com sua agora translúcida aparência, era bastante leve e se ligava ao seu corpo por um longo cordão de prata, que se esticava enquando se movia, bem parecido com o queijo muzzarela das pizzas de Lucello.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ops, quase me esquecia de Lucello, mas chegarei já já a ele. ;-) Míquei enquanto dava piruetas no ar percebeu uma certa claridade e uma singela música que vinha de uma janela logo acima dele. Tipicamente curioso, como é comum entre os roedores, foi em direação á janela descobrir o que se passava. Antes porém que coseguisse chegar ao parapeito, sentiu um saculejo no cordão que o ligava ao corpo tal como uma pipa. Olhou para baixo e viu um gato negro que lambendo os beiços cutucava seu corpo inerte, preparando para devorá-lo. Tentou gritar mas não adiantou. Sua salvação foi a curiosidade típica também dos felinos que fez o gato olhar para a claridade vinda da janela de Júlia, que mais parecia um grande farol de navios, tamanha era a claridade. O gato saltou na janela e congelou-se assim que olhou para dentro do quarto, tamanho era sua surpresa. Além da porta encontrava-se Lucello parado na porta do quarto. E a origem daquela claridade e da misteriosa música era enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ATENÇÃO: CONTO INTERATIVO. Prezados leitoras e leitores, queiram por gentileza escrever aqui o que o gato e Lucello viram, o que Míquei quase viu e o que o mendigo de longe não conseguiu ver no quarto de Júlia. A melhor resposta ganhará inteiramente grátis uma fotografia especial de Míquei, o rato esotérico e viajante astral.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33060738-115740823254276617?l=contoseulalianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contoseulalianos.blogspot.com/feeds/115740823254276617/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33060738&amp;postID=115740823254276617' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33060738/posts/default/115740823254276617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33060738/posts/default/115740823254276617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contoseulalianos.blogspot.com/2006/08/curiosidade-matou-o-rato.html' title='A curiosidade matou o rato'/><author><name>Künzang Yeshe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15067013890211346673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://www.eulalio.com.br/automan.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33060738.post-115740798479153088</id><published>2006-07-27T17:49:00.000-07:00</published><updated>2006-10-12T10:47:42.337-07:00</updated><title type='text'>Um conto escatológico</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6221/1570/1600/papelinovsky.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6221/1570/320/papelinovsky.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro acordou cedo naquela manhã e ainda de olhos fechados levantou-se, espreguiçando-se demoradamente enquanto bocejava emitindo sons guturais. Lembrou-se de cuidadosamente descer da cama pisando o chão primeiramente com o seu pé direito, para que o destino lhe favorecesse aquele dia.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nestor, o pé-direito de Pedro, tinha medo de ao acordar ser involuntariamente levado a adentrar o penico que ficava logo abaixo da cama. Colecionava pesadelos amarelos e molhados, e assim era um pé-direito ansioso e um pouco molenga também.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Soriano era o penico que ficava debaixo da cama. Era branco e um tanto quanto gasto. Suas bordas já não mais seguravam a laca como antigamente e ele chegava a se envergonhar disso. Como não fumava, também não lhe sobravam justificativas para as manchas amarelas em sua superfície, que obviamente ali estavam por conta da urina de Pedro.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Marta era a urina de Pedro, sendo morna enquanto estava nele e fria quando estava em Soriano. Não era muito simpática, não obstante os romanos a terem utilizado como asséptico bucal muitos séculos atrás. Nem mesmo isso era suficiente para que a tornasse bem quista. Ela era mais amarela quando saía pela manhã. E mais clara durante o resto do dia. Era filha de Gisele, a bexiga de Pedro. Na realidade Gisele era a mãe de aluguel, que apenas a gerava, mas seus pais biológicos eram o casal de rins Jaime e Márcia.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Jaime e Márcia trabalhavam muito para filtrar e eliminar as porcarias que Pedro consumia durante o dia. Já haviam reclamado com o Síndico, o senhor Moreira, estômago de Pedro. Não faltaram reuniões de condôminos exigindo um basta, afinal prejudicava toda a comunidade. Dos que mais reclamavam constava a moradora da cobertura: Lisandra, a pele, que vivia cansada de expelir o excedente de toxinas, o que por sinal a deixava cheia de espinhas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O Sr. Moreira havia solicitado à porteira Flávia, a boca, que fizesse greve e permanecesse fechada, mas sem sucesso. Era muito teimosa e descuidada e deixava todo mundo passar. Assim, todos viviam em clima de briga, dia a dia.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Só que naquela manhã Pedro só conseguiu dar dois passos (o primeiro com Nestor, o segundo com Zeca - o pé esquerdo) e foi direto ao chão. Fulminado por um infarto causado por entopimento vascular. Flávia arrebentou-se. Um pouco de sangue escapoliu por ela, tentando ver o que acontecia lá fora. Mas não durou muito tempo. Secou.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pedro, por ironia do destino, era desentupidor de encanamentos.&lt;br /&gt;e seu pai Adolfo, era ferreiro. E assim foi escrito em sua lápide:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Aqui jaz Pedro, que morava em casa de ferreiro, mas seu espeto era de pau."&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33060738-115740798479153088?l=contoseulalianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contoseulalianos.blogspot.com/feeds/115740798479153088/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33060738&amp;postID=115740798479153088' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33060738/posts/default/115740798479153088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33060738/posts/default/115740798479153088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contoseulalianos.blogspot.com/2006/07/um-conto-escatolgico.html' title='Um conto escatológico'/><author><name>Künzang Yeshe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15067013890211346673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://www.eulalio.com.br/automan.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33060738.post-115740791830094973</id><published>2006-07-26T16:48:00.000-07:00</published><updated>2006-10-12T10:47:42.274-07:00</updated><title type='text'>A incrível história do pepino que descobriu o sentido da vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6221/1570/1600/pepino.0.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6221/1570/400/pepino.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baltazar era um pepino e, como todo vegetal, era dotado de paredes celulares em suas células, o que não dava para armar uma rede mas lhe facilitava o transporte ativo de micronutrientes. Era um vegetal comum e passaria até despercebido entre os demais se não fosse a sua insatisfação consigo mesmo, o que o levava muitas vezes a situações desconcertantes. Não era raro encontrá-lo dependurado de ponta cabeça em árvores experimentando a vida de fruta, ou enfiado por debaixo da terra investigando a vida dos tubérculos e rizomas. Também já mergulhou em rios profundos para aprender com as esponjas e aventurou-se em altas montanhas em busca de si mesmo, motivo de pilhéria entre os seus semelhantes que desdenhavam sua inquietação em aceitar o destino pepinístico. Assim era Baltazar, que carregava dentro de si um vazio que estava longe de ser preenchido com suas sementes. E foi assim que um dia, cansado de sua vida vegetativa, Baltazar resolveu mudar de vida. Abandonou a horta e foi para a cidade grande, onde talvez pudesse encontrar respostas para seus questionamentos existenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal sabia que o pior lhe aguardava e a sobrevivência foi difícil. Precisou dormir ao relento por vários dias e sujeitar-se à indiferença dos habitantes urbanos, loucos que eram, com suas existências cíclicas e absurdamente mais rotineiras, presos em fios letais invisíveis chamados de "civilização". Tinham um vazio ainda maior disfarçados por analgésicos e entorpecentes, o que aliviava a dor daqueles que supostamente poderiam ajudá-lo. Desesperançoso, Baltazar vivia seus dias esperando a morte chegar, se virando como podia, mendigando atenção e realizando alguns truques para arrecadar fundos que lhe garantissem a subsistência. E um dia, quando segurava o último suspiro antes de dizer adeus a tudo e entregar-se ao fatídico destino, viu algo que mudou radicalemente sua vida: numa janela, no açougue ao lado, uma linda e formosa salame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi amor à primeira vista, e nesse momento arrebatedor teve a certeza de que ela era a mulher (?) da sua vida. Acenou e foi prontamente correspondido, pois os olhares desde então não mais se desviavam. Chamava-se Salete, e era uma salame defumada, o que lhe dava ainda mais charme. Salete passava os dias a contemplar o lado de fora da vitrine, e já estava cansada de ser paquerada pelos cachorros da vizinhança que babavam por ela, todos com segundas intenções que lhe coravam a face. Ao ver aquele verde e simpático pepino, algo em seu coração foi tocado inexplicavelemente. Não tiveram mais dúvida: foram feitos um para o outro. Baltazar tomou-a nos braços e e juntos fugiram para Paspartópolis, terra da plenitude, onde puderam ter lindos pepininhos e salaminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foram felizes para sempre...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33060738-115740791830094973?l=contoseulalianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contoseulalianos.blogspot.com/feeds/115740791830094973/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33060738&amp;postID=115740791830094973' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33060738/posts/default/115740791830094973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33060738/posts/default/115740791830094973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contoseulalianos.blogspot.com/2006/07/incrvel-histria-do-pepino-que.html' title='A incrível história do pepino que descobriu o sentido da vida'/><author><name>Künzang Yeshe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15067013890211346673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://www.eulalio.com.br/automan.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33060738.post-115740755941119827</id><published>2006-07-03T16:15:00.000-07:00</published><updated>2006-10-12T10:47:42.211-07:00</updated><title type='text'>Sonhos Amarelos</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6221/1570/1600/6271-000330.0.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6221/1570/320/6271-000330.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela corria por entre o campo de girassóis, com seu macacão azul e seu chapéu florido. Adorava mergulhar em todo aquele amarelo e os girassóis adoravam o seu perfume. Leve e ágil, mais parecia uma borboleta, assim cochichavam os girassóis uns para os outros. Talvez fosse o seu macacão sujo de tintas acrílicas de várias cores que lhe fazia ainda mais colorida. Mas o fato é que sua alma era colorida e as cores transbordavam do seu espírito em forma de risadas divertidas. Ela ria simplesmente porque sabia rir, tanto quanto colorir a sua vida e daqueles que tinham a sorte de conhecê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corria de braços abertos, dançando com o vento e aquecendo-se com o sol, deixando a brisa, a lua e as borboletas enciumadas, porque era única. Ela, o vento, o sol e a eternidade... Com um rápido movimento abriu suas asas coloridas e voou risonha, se divertindo com as cósegas que o vento lhe fazia... Voou entre cores, sons e perfumes. Além do tempo e do espaço; além de si mesma. Foi talvez o vôo mais alto que jamais havia imaginado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que acordou, com o sol beijando-lhe a face em mais uma manhã de sua vida. E ali ficou, sorrindo, sem saber se era uma menina que sonhou ser uma borboleta, ou se era uma borboleta que sonhava ser uma menina...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33060738-115740755941119827?l=contoseulalianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contoseulalianos.blogspot.com/feeds/115740755941119827/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33060738&amp;postID=115740755941119827' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33060738/posts/default/115740755941119827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33060738/posts/default/115740755941119827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contoseulalianos.blogspot.com/2006/07/sonhos-amarelos.html' title='Sonhos Amarelos'/><author><name>Künzang Yeshe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15067013890211346673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://www.eulalio.com.br/automan.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33060738.post-115740735881932168</id><published>2006-06-29T12:04:00.000-07:00</published><updated>2006-10-12T10:47:42.147-07:00</updated><title type='text'>O Caçador</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6221/1570/1600/florestagelada.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6221/1570/400/florestagelada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A floresta era escura e fria e a bruma anestesiava suas pupilas vibrantes. O controle que pensava ter em seu corpo lhe escapava naquele momento. Seu coração não era páreo para sua mente e atrevidamente acelerava, acompanhando suas passadas largas neve antes só precisas, agora aceleradas. Ao seu lado corria seu fiel cão, companheiro no Sagrado Caminho, tão ansioso quanto ele para capturar o prêmio fugitivo. Focinhos em riste, farejavam juntos o futuro, enquanto as narinas ardiam pelo frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrava-se como tortuosos e espinhosos foram os caminhos que os levaram até ali juntos, numa relação de total companheirismo. A sabedoria de um somava-se a perseverança do outro. A força somada a estratégia, a leveza à precisão, a alegria à segurança. Tudo em mais perfeita sinergia, e um profundo companheirismo era o que os unia e não uma coleira. A Verdade era a tônica. Esse era o segredo deles e tudo aquilo parecia inabalável, e as caçadas sempre eram para sobrevivência de ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus pensamentos (e projeções) foram interrompidos de súbito diante da visão do que procuravam. Era uma belíssima espécie de lobo jamais vista, que acuado aguardava a chegada daqueles que o perseguiam por horas a fio. A fera parecia muito calma e segura de si, como se estivesse certa de seu fim inevitável mas com uma segurança indecifrável que era projetada pelos seus olhos, o que lhe dava uma aura de grandeza ainda maior do que já exprimia o seu porte robusto e ágil. Ali aguardava, sem mais para onde ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arma em punho, o caçador ao lado de seu cão chegavam a passos curtos, parando a poucos metros do lobo, fitando-o sem desviar o olhar por um segundo sequer. Ambos estavam hipnotizados um com o outro, num misto de respeito mútuo e curiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que se sucedeu foi supreendente, aquilo que o caçador jamais havia previsto, uma chave ignorada pelo seu córtex cerebral. Antes que pudesse apertar o gatilho que encerraria a existência daquele que estava do outro lado, o cão saltou e afundou a mandíbula num pescoço forte, arrancando-lhe a pele e trazendo muito do líquido vital que se espalhou rápido, tingindo de rubro a paisagem fria e branca. Um tiro seco se ouviu. A morte foi quase instântanea, com um lapso de tempo suficiente apenas para um suspiro amargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro olhos etéreos, tão semelhantes, observavam o caçador estendido na neve vermelha. Ele havia negligenciado o fato de que a natureza do cão é muito mais próxima daquele lobo do que da sua natureza humana. O alvo exterior não foi atingido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois lobos partiram. "Consummatum est".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33060738-115740735881932168?l=contoseulalianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contoseulalianos.blogspot.com/feeds/115740735881932168/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33060738&amp;postID=115740735881932168' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33060738/posts/default/115740735881932168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33060738/posts/default/115740735881932168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contoseulalianos.blogspot.com/2006/06/o-caador.html' title='O Caçador'/><author><name>Künzang Yeshe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15067013890211346673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://www.eulalio.com.br/automan.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33060738.post-115740718155075529</id><published>2006-05-31T00:58:00.000-07:00</published><updated>2006-10-12T10:47:42.085-07:00</updated><title type='text'>Minha Breve Amiga (parte 2)</title><content type='html'>Na sua relativa longevidade de 29 dias, (para as moscas a expectativa de vida é de 25 a 30 dias)Zilda, minha pequena grande amiga mosca, revelou-me um segredo, que não queria levar ao túmulo e necessitava desabafar: era uma mosca vitalina. Para meu espanto Zilda chorou. Lágrimas brotaram de cada um dos seus milhares de olhinhos tristes. Observei seus cílios delineados tão semelhantes aos dos nossos olhos humanos. A maquiagem borrou, mas ela se mantinha firme. Enxugou o rosto e disse-me o segredo das relações universais bem sucedidas, que ela infelizmente se absteve por uma vocação religiosa, mas agora arrependia-se. Não deixava descendentes e prometia a si mesma que não desejar nunca mais ser a mosca do cocô do cavalo do Marcola. Assim despediu-se de mim e contou-me seu último segredo para o sucesso entre as mulheres: &lt;a href="http://cienciahoje.uol.com.br/controlPanel/materia/view/3481"&gt;As regras de ouro do acasalamento universal&lt;/a&gt;. Agradeci-lhe sua preciosa dica e prometi pensar a respeito dos preciosos segundos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi num último beijo que nos despedimos. Ela então mergulhou na minha sopa e eu pedi ao garçom que trocasse o prato, desde que este lhe desse um funeral a sua altura. Que Zeus a acolha amorosamente em seus jardins celestes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33060738-115740718155075529?l=contoseulalianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contoseulalianos.blogspot.com/feeds/115740718155075529/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33060738&amp;postID=115740718155075529' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33060738/posts/default/115740718155075529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33060738/posts/default/115740718155075529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contoseulalianos.blogspot.com/2006/05/minha-breve-amiga-parte-2.html' title='Minha Breve Amiga (parte 2)'/><author><name>Künzang Yeshe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15067013890211346673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://www.eulalio.com.br/automan.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33060738.post-115740708960224328</id><published>2006-05-29T20:13:00.000-07:00</published><updated>2006-10-12T10:47:42.021-07:00</updated><title type='text'>Minha Breve Amiga (parte 1)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6221/1570/1600/zilda_schumann.0.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6221/1570/320/zilda_schumann.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Esta é a minha amiga chamada Zilda e ela é uma mosca.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Me conhece a tempo pra caramba: 26 dias. Quase sua vida inteira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversando com minha pequena grande amiga Zilda, perguntei-lhe se ela também sentia esse efeito atordoante do tempo ficando cada vez mais curto. Disse-me que por sorte, não sendo ela um inseto, foi dotada de um núcleo cerebral de frequência distinta da minha, o que segundo a &lt;a href="http://www.ida.org.br/artigos/shumann.htm"&gt;Freqüência Schumann&lt;/a&gt;, provoca aos vertebrados essa sensação de descompasso progressivo e percepção acelerada do tempo. Não é à tôa, ó leitores que não só os velhos se dão conta disso, mas todo o mundo, pois a frenqência do planeta está cada vez mais acelerada do que a do nosso cérebro, especialmente nos últimos 50 anos. Os dias estão mais curtos e não entendemos porque nosso relógios estão ajustados a essa freqüência, e os dias diminuem mas obedecem a sobreposição dos dias pelas noites num ciclo infindável...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levando-se em consideração essa questão, arriscaria afirmar que cometemos um grande engano ao dizer que a expectativa de vida média do Homem aumentou nas últimas décadas. Vivemos o mesmo tanto de tempo, só que os dias e noites alternam-se mais ligeiramente...&lt;br /&gt;Só que temos uma vida mais estressada e menos saudável o que provavelmente deve nos matar muito mais cedo do que o previsto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eis a relatividade do tempo", disse-me Zilda. "Enquanto tu aguardas o salário do próximo mês, eu vivo toda a minha vida, contemplando com muita sorte, duas luas cheias." Deu-me um beijo (na realidade uma lambida carinhosa, como as moscas fazem) e saiu voando toda faceira... Era uma senhora da terceira-idade e ainda tinha muito de sua vida pela frente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33060738-115740708960224328?l=contoseulalianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contoseulalianos.blogspot.com/feeds/115740708960224328/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33060738&amp;postID=115740708960224328' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33060738/posts/default/115740708960224328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33060738/posts/default/115740708960224328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contoseulalianos.blogspot.com/2006/05/minha-breve-amiga-parte-1.html' title='Minha Breve Amiga (parte 1)'/><author><name>Künzang Yeshe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15067013890211346673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://www.eulalio.com.br/automan.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33060738.post-115740677491572338</id><published>2006-01-22T14:16:00.000-08:00</published><updated>2006-10-12T10:47:41.953-07:00</updated><title type='text'>A História da Beterraba</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6221/1570/1600/bet1.2.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6221/1570/400/bet1.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(ou "O menino que virou beterraba")&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez um garoto triste que não saía de casa. Não porque evitava, mas sim porque era mantido trancado a sete chaves num quartinho-torre no sexto andar de sua casa. Da janela era possível ver o mundo lá fora, por trás das árvores. Recebia de vez em quando a visita de pássaros que lhe traziam as novidades. Fato é que o menino era amarelo pela falta de sol e calado pela falta de amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia ele resolveu fugir de casa. Como não seria possível sair de casa sem levar uma bela surra da sua mãe, que nunca houve um dia sequer que ela tenha saído de casa (ela e a casa viviam de forma simbiótica, algo parecido com o Caracol, mesmo quando era necessário ir às compras a casa e o garotinho iam junto em suas costas) eis que o garoto queimou um pouco de seus miolos engendrando um grande plano de fuga, desenvolvendo um aparelho de vôo. Sim, ele já havia visto na TV (sua outra janela para o mundo mais distante) que dava resultado e o levaria longe dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que o garoto tomou um banho como nunca havia tomado, tirando todo o ceroto e mofo, preparou um sanduíche de queijo prato de 3 andares (muita comida para a viagem, pensou), despediu-se da gata vira-lata girando-a pela cauda e amarrou seu lençol vermelho no pescoço (como na TV!), debruçando-se na janela, gritando "para o alto e avante" e despencando de uma altura de 18m.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fuga foi rápida. Mal deu para ele entender porque a sua capa de vôo não havia funcionado. O garoto partiu-se em muitos pedaços, pois o sanduíche era grande mas não conseguiu amortecer a queda. Ali ficou o resto do menino, esquecido por dias, semanas e meses, virando uma pasta que foi absorvida pela terra. A doçura incubada do garoto estava ali. Em pouco tempo essa pasta transformou-se numa pequena raiz, que brotou dando origem a um pé de beterraba*.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim que surgiu a Beterraba. E é por isso que ela chora ao ser arrancada do chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Lenda indígena-metropolitana contada pelo Pajé Eulálio Itaperuna)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*Beterraba: ( "better" (inglês) = melhor + "habba" (aramaico) = sozinho)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33060738-115740677491572338?l=contoseulalianos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contoseulalianos.blogspot.com/feeds/115740677491572338/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33060738&amp;postID=115740677491572338' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33060738/posts/default/115740677491572338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33060738/posts/default/115740677491572338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contoseulalianos.blogspot.com/2006/01/histria-da-beterraba.html' title='A História da Beterraba'/><author><name>Künzang Yeshe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15067013890211346673</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://www.eulalio.com.br/automan.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
